Envelhecimento Saudável


"Apesar dos receios que possa ter em relação às rugas, aos músculos flácidos ou a uma mente cansada, há formas para envelhecer graciosamente."

Rebbeca Ruiz

 



Escrito por Psicologia V Semestre às 11h36
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A fonte da juventude na sua mesa - Alimentação saudável pode retardar o processo de envelhecimento

Na busca pelo corpo perfeito e pela juventude eterna, muitas pessoas se perdem em meio a tantas cirurgias plásticas, aplicações e tratamentos e, muitas vezes, se esquecem que o fundamental para um envelhecimento saudável é cuidar da alimentação e da mente. O tipo de dieta, a quantidade e qualidade dos alimentos, além da prática de exercícios físicos garantem a qualidade de vida e, conseqüentemente, determinam a saúde. Portanto, as palavras-chave para o equilíbrio são consciência e moderação no dia-a-dia.  À medida que o organismo envelhece, mais cuidados precisam ser tomados: é necessária a adaptação do corpo e, conseqüentemente da alimentação. A primeira medida está relacionada às necessidades calóricas. Em média, o consumo diminui cerca de 100 calorias por década de vida. Comer bem e pouco faz com que as células se desgastem menos no processo de quebra, absorção e metabolização.

Dietas balanceadas
O presidente da Sociedade Brasileira Antienvelhecimento, Wilmar Jorge Accursio, afirma que a prioridade deve ser por alimentos como legumes, verduras, frutas, carnes brancas e fibras. As fibras são fundamentais, pois saciam rapidamente, melhoram o funcionamento do organismo – principalmente do intestino – e baixam o nível de colesterol. Vale ressaltar que as dietas precisam ser calculadas de acordo com o gasto calórico de cada um, que varia com a idade, sexo, atividade física, massa muscular e peso. A nutrologista Ellen Simone Paiva avisa, no entanto, que atitudes extremistas não devem ser tomadas. “Essa teoria não ensina a reduzir drasticamente as calorias e nutrientes e não pretende deixar ninguém desnutrido. Até porque sabemos que os extremos da magreza também estão relacionados com maior incidência de doenças crônicas”, esclarece. Por essa razão, o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Durval Ribas Filho, alerta para os perigos das dietas da moda. “Essas dietas utilizam um princípio básico para emagrecer: prescrevem menos calorias do que o necessário para uma alimentação saudável, assim, todos emagrecem. Apesar disso, não são balanceadas, omitem alimentos importantes e não têm compromisso com a saúde das pessoas. Conseguem perda de peso, mas nunca a manutenção do peso alcançado”.



Escrito por Psicologia V Semestre às 10h57
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Promoção do Envelhecimento Saudável - Saúde Bucal

 

A longevidade, com qualidade de vida, é um objetivo convergente com premissas da promoção da saúde. Viver mais e bem é um ideal intimamente relacionado à saúde em sua apreensão mais ampla como potencial de satisfação das aspirações humanas. A velhice relaciona-se intimamente com a preservação da autonomia do indivíduo. A promoção do envelhecimento saudável para a atenção ao idoso está relacionada com as práticas de saúde, em geral, e é vista como valiosa conquista humana e social. Propiciar um envelhecimento saudável à toda a população é um dos nossos objetivos. E neste propósito também se destaca a saúde bucal na terceira idade: consiste na manutenção dos dentes saudáveis sob aspectos biológicos; devolver a habilidade para bem  mastigar; melhorar a sensibilidade gustativa;  ajudar numa fonação adequada e uma estética que ajude na reinserção social e assim  proporcionando bem estar e qualidade de vida. Cuidado aos idosos deve ser diferenciado, idealizando modelos de atenção multidimensional com características peculiares pela presença de múltiplas enfermidades que determinam limitações funcionais e psicossociais.

Nos últimos anos, a maior consciência preventiva dos pacientes e dos profissionais foi uma  contribuição essencial para a preservação dos dentes naturais e conseqüentemente a demanda por tratamentos odontológicos mais complexos foi aumentada e os índices de edentulismo reduziram. Não se pode mais conceber a idéia de que perder dentes é inerente ao Envelhecimento.  

Estudos confirmam a tese de que as dentaduras podem ser consideradas uma importante reserva de microorganismos que colonizam a faringe. Por isso, é importante controlar, com bastante cuidado, a placa bacteriana nas dentaduras para prevenir a ocorrência de pneumonia. Pacientes portadores de próteses totais e removíveis podem apresentar ainda a chamada estomatite protética, com a qual associa-se Candida albicans determinando a chamada candidíase eritematosa, esta condição torna-se ainda mais relevante quando o paciente está sendo submetido à terapia com antibióticos, imunosupressores e terapias anti-cancerígenas.



Escrito por Psicologia V Semestre às 10h53
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Envelhecimento saudável é uma escolha e um compromisso pessoal

Dia nacional do Idoso – 27/09
Dia Internacional do Idoso – 01/10

Qual forma de envelhecimento: Normal ou Errado?

O mundo está envelhecendo e nunca pudemos esperar viver tanto. Esta realidade já faz parte do cotidiano brasileiro: vemos idosos em todos os segmentos da sociedade e em diversas ocupações. O estereótipo do idoso aposentado em casa é apenas uma das faces do idoso brasileiro, que pode ser um idoso ativo, que ainda trabalha de forma voluntária ou contribui com o orçamento familiar; que corre no parque e joga tênis ou damas e leciona na universidade; ou pode ser um idoso acamado em um asilo, limitado por muitas doenças ou isolado socialmente. Múltiplos perfis se associam para compor a imagem do nosso idoso. As grandes diferenças que observamos entre idosos muitas vezes de mesma idade na verdade são características daquilo que vem ocorrendo com o envelhecimento do nosso povo: ao contrário da crença comum, idoso não é tudo igual; tornamo-nos cada vez mais distintos uns dos outros em relação ao nosso grau de saúde. Por que isto ocorre? Em primeiro lugar temos de entender que há duas formas de envelhecimento: o envelhecimento normal e o envelhecimento errado.

O envelhecimento normal acontece com todos nós. Deste nós não conseguimos fugir e quem disser o contrário, à luz da ciência atual, está enganado. A boa notícia é que o envelhecimento normal não nos impedirá de fazer esporte, de cuidar do intelecto e de ser ativo; ou seja, não impõe graves limitações à vida. Já o envelhecimento ruim ou patológico, esse pode trazer terríveis limitações. Se olharmos novamente para aquele idoso acamado, para aquele que não consegue cuidar de si próprio, quase com certeza houve coisa errada com seu envelhecimento. Ele não envelheceu bem. Então quando é que devemos nos preocupar com o envelhecimento? As pesquisas mostram que alguns dos processos biológicos do envelhecimento humano já se iniciam desde o nascimento; alguns cientistas acreditam que eles se iniciam até mesmo antes de nascer. E todos são unânimes em dizer que uma vida saudável desde a época da nossa gestação influencia em algum grau o tipo de idoso que vamos ser. Sabemos que normalmente, por volta dos 30 anos de idade, atingimos o nosso auge: fisicamente, em termos de capacidades mentais e nos processos biológicos de que dependemos, como a capacidade respiratória ou da filtração dos rins. A partir de então teremos uma lenta queda, que faz parte do processo normal do envelhecimento; ao mesmo tempo, estaremos muito sensíveis às ações do envelhecimento ruim, que se soma ao envelhecimento normal e pode fazer com que esta queda seja muito mais rápida.

O que nos faz idosos é, portanto, um processo contínuo e não uma mudança súbita a partir de uma certa idade. Portanto, é a prevenção continuada e os hábitos saudáveis ao longo da vida que contribuem com o envelhecimento saudável. É um processo ativo. Envelhece com saúde quem se previne das doenças que podem aparecer ao longo da vida, como a hipertensão ou o diabetes, de preferência através do controle dos fatores de risco, como o fumo, o sedentarismo e o colesterol alto. Vale dizer que atividade física e uma alimentação saudável são algumas das bases para o bom envelhecimento. Exames médicos periódicos e o aconselhamento médico também podem garantir que estamos no caminho certo, mas é fundamental entender que antes de tudo, o envelhecimento saudável é uma escolha e um compromisso pessoal. Um compromisso antes de tudo com a manutenção da saúde, prevenção das doenças evitáveis ou das complicações das doenças inevitáveis. Enfim, o envelhecimento saudável é uma aplicação científica do velho ditado: prevenir é o melhor remédio. Bem falavam as nossas avós!



Escrito por Psicologia V Semestre às 10h37
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Segundo a Universidade de Stanford nos USA , apenas 10% da população fica doente. Os demais são afetados pelo estilo de vida, poluição, stress, má alimentação, vida sedentária e erros genéticos, fatores estes que podem ser modificados com a boa medicina preventiva e de reposição hormonal.
Outro fator importante é que nós envelhecemos porque perdemos nossos hormônios e NÃO que perdemos hormônios porque envelhecemos.
Com isso podemos afirmar que o Envelhecimento é uma deficiência que tem PREVENÇÃO E TRATAMENTO.
Hoje podemos viver até os 100 anos ativos, sem doenças e sem se tornar um pesado fardo para a família.
 
 

 



Escrito por Psicologia V Semestre às 10h32
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Entrevista com o médico Cesar prinzac sobre envelhecimento saudável (Segunda parte)



Escrito por Psicologia V Semestre às 14h44
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Entrevista com o médico Cesar prinzac sobre envelhecimento saudável



Escrito por Psicologia V Semestre às 14h38
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Muitas vezes, os idosos subestimam as suas doenças, achando que tudo é decorrente “da idade”. No entanto, devemos ter a idéia de que é preciso procurar atendimento médico quando se sente algo que incomoda, para esclarecer se o que se tem ou se sente representa ou não agravo à saúde.
É preciso aceitar essa fase como um importante capítulo do livro da vida. Então, como se manter bem, mesmo na presença de algumas doenças crônicas, tão comuns nessa faixa etária?
• Muitas doenças são crônicas, e não é possível ter a cura delas, mas podem e devem estar controladas. Isso, na maioria das vezes, depende muito de você.
• Faça o tratamento de reabilitação de seqüelas ocasionadas por alguma doença crônica.
• Mantenha hábitos saudáveis: não fume, não beba em excesso, evite ambientes com ruídos intensos e exposição solar sem proteção. Tenha uma alimentação rica em fibras (frutas e verduras) e pobre em gorduras saturadas.
• Pratique uma atividade física. Isso ajuda a melhorar a sua condição física, dá mais disposição, ajuda a controlar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, diminuindo o estresse, a depressão e o isolamento.
• Tenha um sono adequado: dormir bem ajuda a manter o corpo em bom funcionamento.
• Pratique atividades de lazer, como passear, ir ao cinema, ao teatro, viajar, fazer amigos e dançar. Enfim, tenha como lazer aquilo que lhe dá prazer.
• Mantenha a sexualidade: não valorize apenas o ato sexual. Lembre-se de que o contato e o afeto são muito importantes.
• Tenha metas e objetivos. Planeje o seu futuro. Participe de decisões pessoais, familiares e sociais.
• Não deixe de ter atividades intelectuais. Leia muito, faça cursos, esteja por dentro dos assuntos que acontecem no mundo. Isso contribui para preservar a sua memória.
• Tenha fé, acredite em algo, cultive a espiritualidade. Estudos mostram que são úteis para manter o equilíbrio mental.
Até o momento, a ciência não descobriu nenhum antídoto para combater o envelhecimento. Suplementação vitamínica, drogas antioxidantes e anestésicos, nenhuma dessas terapias têm base científica que comprove o retardamento dessa fase. No entanto, um estilo de vida saudável com medidas simples, como as apontadas acima, podem fazer a diferença e proporcionar melhor saúde e bem-estar.



Escrito por Psicologia V Semestre às 14h19
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"Evelhecer é somente um estado de espirito"

 



Escrito por Psicologia V Semestre às 14h10
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Envelhecer é um processo natural. Entretanto, envelhecer não deve ser sinônimo de má qualidade de vida ou algo relacionado a coisas ruins; é possível sim fazê-lo de forma saudável e com qualidade.

 



Escrito por Psicologia V Semestre às 13h58
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Escrito por Psicologia 5° Semestre às 13h20
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Auto-estima na Terceira Idade

Categoria : Entrevistas
Publicado por Mariuza Pregnolato em 31/7/08 (Mariuza Pregnolato é psicóloga clínica e pesquisadora do comportamento. Possui especialização em Psicologia Analítica pelo Instituto Sedes Sapientiae e em Análise Comportamental pela Universidade de São Paulo. Em entrevista à revista Viva Saúde, Mariuza Pregnolato discorre sobre a importância da vaidade e dos cuidados pessoais, para a manutenção de um nível ótimo de auto-estima na terceira idade).
Viva Saúde: O homem depois dos 60 anos perde a vaidade? Por quê?

Mariuza Pregnolato:
Não, não perde, a menos que ele tenha se recusado a aceitar a inexorável passagem do tempo como um processo natural e pleno de possibilidades de aprendizagem e crescimento pessoal. O homem que vive intensamente o momento presente, é capaz de ir aprendendo a lidar bem com os pedidos do seu próprio corpo e se adaptará continuamente a essas demandas de um modo leve e tranqüilo. Os felizardos que atingem essa condição, continuam tão ou mais vaidosos do que antes, porque continuam gostando de si mesmos e estão atentos para fazer, em termos de cuidado pessoal, tudo aquilo que mantém elevada sua auto-estima.

Viva Saúde: O homem que se cuida depois dos 60 vive mais?

Mariuza Pregnolato:
O homem que se cuida chega aos 60 com muito mais vigor e, portanto, gozará de uma vida mais longa com qualidade em todos os sentidos. Aquele que desperta para se cuidar somente após os 60 terá, pelo menos, a possibilidade de desacelerar possíveis processos degenerativos em andamento no seu organismo.

Viva Saúde: Namorar na terceira idade faz bem?

Mariuza Pregnolato:
Namorar faz bem em todas as idades, mas na terceira idade é melhor ainda, por inúmeros motivos. É tão difundido o tabu de que amor e sexo são para os jovens, que as pessoas, mesmo os casais, acabam se convencendo disso. O resultado é que, à medida que o tempo vai passando, começam a usar sua idade avançada para justificar o tédio, suas doenças e dificuldades nos relacionamentos afetivos e sexuais: A mulher deixa de lubrificar e o ato sexual torna-se desconfortável ou doloroso, enquanto o homem começa a perder ou não conseguir manter a ereção. Vão perdendo o interesse na vida sexual e ambos culpam a idade por isso. No entanto, quando o idoso se apaixona, tudo muda: o corpo responde imediatamente à estimulação da paixão, reagindo naturalmente: a mulher volta a excitar-se, lubrificando abundantemente e o homem depara-se com um desejo constante e o retorno de suas ereções. Em minha prática clínica tenho testemunhado muitas “mágicas” fisiológicas desse tipo. Os protagonistas dessas histórias produzem um relato muito parecido, sempre permeado de muita alegria e vitalidade: “Nunca amei assim antes”, “Hoje eu me sinto mais bonita(o) do que antes”, “Rejuvenesci tudo de novo”, “Pareço um adolescente de tão apaixonado que estou”, “Nunca imaginei que pudesse ser tão bom”, “Não entendo como é possível ser tão feliz nessa idade”, “Pensei que nunca mais fosse voltar a amar” e, a que mais gosto, dita recentemente por uma paciente minha: “Se eu tivesse encontrado ele (seu amante) há mais tempo, sei que não teria ficado doente, não teria tido nada daquela seqüência de problemas de saúde, porque era pura falta de paixão, falta de tesão”. Resumindo, namorar na terceira idade, é bom em todos os sentidos: revigora, revitaliza, embeleza, motiva, envaidece, aumenta a auto-estima e o desejo de cuidar-se para o outro; rejuvenece e deixa a vida cor-de-rosa como na adolescência, só que com licença, autonomia e consciência, livre das preocupações e medos de então.

Viva Saúde: Pq conservar a auto-estima faz tão bem para o ser humano?

Mariuza Pregnolato
: Porque sem uma boa auto-estima não somos capazes de ver valor em nós mesmos e, portanto, também não daremos, aos outros, muitas oportunidades para nos valorizar. Um paciente explicou isso de um modo bastante claro, quando deu-se conta da importância de amar a si mesmo: “Quando não me cuido, sinto-me um lixo. Só quando vejo que estou bonito e atraente é que sinto-me mais confiante e seguro de que poderei despertar o interesse ou a admiração das pessoas. E isso sempre acontece. É porque já estou admirando a mim mesmo de antemão.”

Viva Saúde: Quem aceita melhor a velhice, e por isso, consegue conservar a auto estima: o homem ou a mulher?

Mariuza Pregnolato:
Há inúmeras exceções, evidentemente, mas como regra, é a mulher. É que ela, ao ultrapassar o período da menopausa, já não sofrerá oscilações hormonais e não irá ver-se à mercê das inúmeras responsabilidades que lhe tiravam o sono, tendendo a adquirir uma maior estabilidade de humor, serenidade e confiança, e a sentir-se bastante preparada para novos relacionamentos. Para o homem, a situação é diferente porque o efeito das modificações hormonais desestabilizam seu humor, tornando-o mais emotivo. Além disso, a gradativa redução (ou modificação) de sua potência sexual tende a gerar insegurança e depressão que, se não tratadas, poderão ocasionar esquiva a novos relacionamentos.

Viva Saúde: Qual a dica que vc dá para uma pessoa se cuidar, pra se aceitar com as mudanças do tempo?

Mariuza Pregnolato: 
Continue apostando em você e na sua capacidade de ser feliz, de agradar ao outro, de dar e de receber. Ao perceber que algumas coisas já não podem ser feitas como antes, adapte-se para fazer diferente, mas não as abandone, transforme-se e transforme-as para melhor. Agindo assim, você terá muitas surpresas agradáveis. Por exemplo: Durante a atividade sexual, um homem bem-resolvido não ficará ansioso ou constrangido ao perceber-se sem ereção. Ele saberá continuar desfrutando dessa relação, sem ansiedade, sabendo que a ereção voltará dentro de alguns minutos porque já tem bastante intimidade com seu corpo e aprendeu a aguardá-la. Sabe como fazer para estimular-se, para estimular sua parceira e ser estimulado por ela. O resultado serão preliminares mais longas e prazerosas para ambos. Escolha dedicar-se às atividades que lhe dão prazer, evite companhias desagradáveis, desobrigue-se de laços que não lhe interessam e busque a companhia de pessoas de todas as idades. Dance, jogue, leia, ande, corra, nade, aprenda novos idiomas, faça terapia, aprenda e faça coisas novas todos os dias. Aliás, aprender sempre algo novo é a receita mais eficaz  para afastar doenças degenerativas, especialmente o mal de Alzeimer. Saia só e também acompanhado. Entenda que a idade não o impede de ser feliz, basta que você module o ritmo e a intensidade das atividades, adaptando-as às suas necessidades atuais. Uma pessoa não se torna melhor ou pior só  porque o tempo passou, ela se constrói à medida em que o tempo passa, a  partir  do  modo  como  vive  cada  momento  presente.  Velho chato é, muito  provavelmente,  o rótulo dado ao resultado  de  uma equação bastante simples:   jovem chato + várias décadas transcorridas = velho chato.Há um aumento real da expectativa de vida da população mundial e essa nova realidade já vem mudando a forma de se olhar a pessoa idosa, que começa a ganhar a importância que não possuía até agora no mundo ocidental (ainda não existe, no Brasil, um serviço de saúde pública estruturado para a saúde do homem, por exemplo). A tendência é que criem-se cada vez mais serviços voltados ao idoso em todos os setores de atividade: lazer, educação, serviços, esporte e entretenimento, colocação profissional (para aqueles que a desejarem), etc.., Enfim, a população começa a envelhecer no mundo todo e o idoso tenderá a tornar-se o consumidor mais importante e respeitado em algumas décadas. É importante que todos aprendamos a envelhecer felizes, com qualidade de vida. Para um envelhecimento saudável, nossos hábitos de vida são muito mais importantes do que nossa herança genética. Isso deve ser entendido como uma ótima nóticia, porque significa que podemos escolher uma velhice feliz. Para isso precisaremos de alimentação e hábitos saudáveis, atividade física regular e adequada, repouso, lazer, relacionamentos e atividades prazerosas e muita, muita paixão. Onde há paixão não sobra nenhum espaço para a depressão e apatia. Envelhecer é automático, basta não morrer, mas o envelhecimento saudável é uma conquista. É preciso vencer o preconceito que existe sobre o que o idoso pode ou não pode fazer. Como os jovens, ele deve continuar acreditando que pode e ousar tudo aquilo que sabe que lhe fará bem. Irá cansar-se mais rapidamente, mas com um condicionamento físico adequado, poderá ter uma mobilidade excelente, uma atividade sexual saudável e contínua, uma vida plena e feliz.
Quais os efeitos desses componentes positivos na saúde psíquica do idoso?


Escrito por Psicologia 5° Semestre às 11h21
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Capacidade funcional: um novo paradigma em saúde

 

Com o envelhecimento populacional, temos um aumento da prevalência de doenças crônicas e incapacitantes e uma mudança de paradigma na saúde pública. As doenças diagnosticadas num indivíduo idoso geralmente não admitem cura e, se não forem devidamente tratadas e acompanhadas ao longo dos anos, tendem a apresentar complicações e seqüelas que comprometem a independência e a autonomia do paciente. A saúde não é mais medida pela presença ou não de doenças, e sim pelo grau de preservação da capacidade funcional. Quais os fatores que determinam um envelhecimento saudável, com boa capacidade funcional, e quais os fatores que aumentam o risco de morte e incapacidade são questões que terão que ser respondidas por inquéritos longitudinais que incluam a população idosa residente na comunidade. Embora a grande maioria dos idosos seja portadora de, pelo menos, uma doença crônica (Ramos et al., 1993), nem todos ficam limitados por essas doenças, e muitos levam vida perfeitamente normal, com as suas enfermidades controladas e expressa satisfação na vida. Um idoso com uma ou mais doenças crônicas pode ser considerado um idoso saudável, se comparado com um idoso com as mesmas doenças, porém sem controle destas, com seqüelas decorrentes e incapacidades associadas. Assim, o conceito clássico de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra-se inadequado para descrever o universo de saúde dos idosos, já que a ausência de doenças é privilégio de poucos, e o completo bem-estar pode ser atingido por muitos, independentemente da presença ou não de doenças.

Na verdade, o que está em jogo na velhice é a autonomia, ou seja, a capacidade de determinar e executar seus próprios desígnios. Qualquer pessoa que chegue aos oitenta anos capaz de gerir sua própria vida e determinar quando, onde e como se darão suas as atividades de lazer, convívio social e trabalho (produção em algum nível) certamente será considerada uma pessoa saudável. Pouco importa saber que essa mesma pessoa é hipertensa, diabética, cardíaca e que toma remédio para depressão ­ infelizmente uma combinação bastante freqüente nessa idade. O importante é que, como resultante de um tratamento bem-sucedido, ela mantém sua autonomia, é feliz, integrada socialmente e, para todos os efeitos, uma pessoa idosa saudável. Uma outra pessoa com a mesma idade e as mesmas doenças, porém sem controle destas, poderá apresentar um quadro completamente diferente. Inicialmente sob a influência da depressão, essa pessoa poderá apresentar uma progressiva reclusão social, com tendência ao sedentarismo, déficit cognitivo, perda de auto-estima e abandono de autocuidados. Paralelamente, o diabetes e o problema cardíaco, que de início não limitavam, passam a limitar fisicamente, agravando o problema mental e aumentando o risco para complicações cardiovasculares. Nesse momento a capacidade funcional encontra-se já bastante comprometida, com dependência física e mental para a realização de atividades da vida diária mais complexas, como, por exemplo, limpar a casa, fazer compras, cuidar das finanças. No momento seguinte, o advento de um acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio não fatais pode remeter essa pessoa para um novo patamar de dependência, no qual será necessário assistência continuada para a realização das atividades mais básicas da vida cotidiana, como comer, vestir, ou tomar banho. Eventualmente, o adequado tratamento dessas doenças pode reverter o quadro, mas não a ponto de retornar ao patamar inicial. Nesse caso, ninguém hesitaria em caracterizar essa pessoa como doente.

Capacidade funcional surge, portanto, como um novo paradigma de saúde, particularmente relevante para o idoso (Fillenbaum, 1984; Kane & Kane, 1981). Envelhecimento saudável, dentro dessa nova ótica, passa a ser a resultante da interação multidimensional entre saúde física, saúde mental, independência na vida diária, integração social, suporte familiar e independência econômica. A perda de um ente querido, a falência econômica, uma doença incapacitante, um distúrbio mental, um acidente, são eventos cotidianos que podem, juntos ou isoladamente, comprometer a capacidade funcional de um indivíduo. O bem-estar na velhice, ou saúde num sentido amplo, seria o resultado do equilíbrio entre as várias dimensões da capacidade funcional do idoso, sem necessariamente significar ausência de problemas em todas as dimensões.

(Luiz Roberto Ramos. Departamento de Medicina, Centro de Estudos do Envelhecimento, Universidade Federal de São Paulo. Rua dos Ottonis 731, São Paulo, SP 04025-002, Brasil. E-mail: luizramos.dmed@epm.br)

Referências

DUKE UNIVERSITY CENTER FOR THE STUDY OF AGING AND HUMAN DEVELOPMENT, 1978. Multidimensional Functional Assessment: The Oars Methodology. Durhan: Duke University Center for the Study of Aging and Human Development. 

FILLENBAUM, G. G., 1984. The Well-Being Of The Elderly: Approaches To Multidimensional Assessment. Geneva: World Health Organization. 

RAMOS, L. R.; SANTOS, C. A.; ROSA, E. C. & MANZOCHI, L. H., 1991. Perfil dos idosos residentes na comunidade no Município de São Paulo, segundo o tipo de domicílio: O papel dos domicílios multigeracionais. In: A População Idosa e o Apoio Familiar (Fundação SEADE, org.), pp. 109-129, São Paulo: Fundação SEADE. 

Refletindo nas possibilidades de se ter uma velhice saudável, qual seria o resultado da interação multidimensional de fatores, como: genéticos, físicos, alimentares, emocionais, familiares, educacionais culturais e econômicos vivenciados durante o ciclo vital de um indivíduo?



Escrito por Psicologia 5° Semestre às 15h14
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PROGRAMAÇÃO EM SALVADOR

Escola de Postura para Terceira Idade

Dirigida as pessoas com mais de 50 anos e que apresentam alterações na postura e/ou movimento, a escola tem o objetivo de melhorar a capacidade funcional nas atividades do dia a dia. Além de alongamentos e exercícios terapêuticos, a programação abrange exercícios de modernização, orientações posturais para dormir, sentar, abaixar etc.

As turmas são formadas por apenas três alunos e, como a escola para criança e adolescente, as aulas são bastante lúdicas e com entrega de certificado no final.

Rua Rio Grande do Sul, 545, Pituba, Salvador - BA
Tel.: (71) 3270-8300
 

SESC PIATÃ:
 

ARRAIÁ FONTE DE VIDA

Momento de integração e resgate das tradições juninas, com apresentação de quadrilhas, casamento na roça, quermesse, jogos de argola e outros. Atração musical: Andréia Rizzo e Banda Flor de Milho. Comercialização de convites (mesa R$26,00 e convite individual R$6,00) a partir do dia 2/06, no SESC Rua Chile.
Dia 17/06, das 16h às 22h

 

 

 

SESC RUA CHILE:

CURSOS ADAPTADOS

Aproveite o seu tempo livre em momentos de integração e crescimento pessoal.

Informações e inscrições no Setor Social da Unidade.

Dança de Salão - terças e quintas-feiras, às 8h, 9h e 10h.

Dança Cênica - segundas, às 15h, e quintas-feiras, às 10h (gratuito).

Ginástica - segundas, quartas e sextas-feiras, às 8h, 9h, 10h e 14h.

Dançaterapia - segundas e quintas-feiras, às 11h.

Teatro de Animação - segundas e quartas, das 9h às 11h (gratuito).

Coral Feminino - segundas e quintas-feiras, das 8h às 9h30 (gratuito).

Coral Masculino - segundas e quintas-feiras, das 10h às 11h30 (gratuito).

Alfabetização e Educação Continuada - segunda a quinta, às 14h. (gratuito). Inscrições abertas.

São os idosos ficando mais independentes,  envolvendo-se  em eventos e atividades.

 Muito feliz



Escrito por Psicologia 5° Semestre às 12h38
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Escrito por Psicologia 5° Semestre às 12h27
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